Como dirigir sozinha para um festival — meu relato do Rock the Mountain 2024

 Escrito por Nah de Freitas, sempre nah pista

“Eu nem tinha ingresso para o Rock the Mountain. Tudo começou com um sorteio que eu ganhei de última hora, aquele tipo de coisa que muda o jogo, sabe? 

Ir ja estava nos meus planos, mas eu precisava de um empurrazinho. Ja tinha cotado hospedagem, o tranfer e tudo . Ainda mais porque, sendo fã da Anitta, aquele era o único show dela confirmado no Brasil até então — não podia perder.

A primeira dúvida foi: como eu ia chegar lá? Ir de avião não era opção por causa dos custos, e no meio daquela ansiedade toda, meu marido me deu aquele empurrão que faltava: ‘Vai de carro. Eu acho seguro,  vai dar tudo certo’. E essa confiança dele não veio do nada: o carro tem seguro e rastreador, estava recentemente revisado, a rodovia era duplicada, com pedágio e tinha cobertura 100% de internet — fatores que me deixaram mais tranquila para encarar a estrada sozinha.

Com minha experiência em viagens ( mas nunca sozinha para outro estado) , comecei a planejar essa aventura solo com cuidado: ajeitei a playlist, preparei lanchinhos, revisei a rota no GPS umas 10x  e coloquei no banco de trás aquela mistura de medo e empolgação. Fechei a hospedagem, rezei muito e fui.

Chegar em Petrópolis, desligar o carro e saber que estava fazendo aquilo tudo sozinha foi libertador. Não foi só um trajeto, foi um rito de passagem — o momento em que entendi que a autonomia é uma pista que a gente pode dominar, cada uma no seu tempo.

O Rock the Mountain foi incrível, cheio de perrengues, mas também de sorrisos e descobertas. E é justamente essa história, com suas imperfeições e vitórias, que me faz querer incentivar outras mulheres a não esperarem companhia pra viver seus sonhos.

Se eu consegui, você também pode. Arruma essa mochila, liga o som e vai: a estrada é sua, a pista é sua.”



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